• O artesanato poético da Renda Frivolitê, direto do interior do RN

    Outro dia em uma live com o estilista, Marcus Figueiredo, da Moda de Pedro, a Daniela Falcão , mencionou que o artesanato made in nordeste, se assemelha muito com a Alta Costura, na qual por 15 anos, acompanhou de perto quando pilotava a Vogue Brasil.

    E ela tinha razão: o nosso país está cheio de artistas que fazem trabalhos beirando a poesia. Uma dessas artes, é a renda Frivolitê. Dizem que sua primeira menção se deu por volta de 1707, no poema “The Royal Knotter”, de Sir Charles Sedley, que cita a Rainha Mary II “fazendo frivolité”. Conheci a renda durante minha visita a Passa e Fica/RN, no último final de semana. A técnica que passa por gerações, conta com pouquíssimas artesãs que dominam. O ponto é tão delicado que é de se impressionar que tudo seja feito manualmente apenas com auxílio da navete, uma lançadeira que auxilia na confecção dos nós.

    A história do Frivolitê está ligada diretamente ao início de Passa e Fica, sendo trazida pela esposa do primeiro prefeito da cidade, onde a mesma fomentava outras mulheres para que essa técnica não caísse no esquecimento. Hoje, uma das artistas que leva a renda Frivolitê para frente, é a Cláudia Medeiros, do @FrivoliteCM. Precisamos valorizar o que temos de melhor em nossa região. A moda se faz por pessoas que contam história, e Cláudia é uma delas. Quem se interessar, pode encontrar as peças também diretamente na @casadoartesaopfrn.

  • Entrevista: Hugo Cavalari fala sobre moda, negócios e redes sociais

    Empresário e ex-modelo, Hugo Cavalari fala sobre negócios e redes sociais |Foto: Divulgação

    O que você faria se tivesse uma conta no Instagram com mais de 100 mil seguidores? Parece loucura, mas o empresário, Hugo Cavalari, desativou e resolveu criar um novo perfil do zero, afim de entender os novos formatos de se conectar com as pessoas.

    Trabalhando com marketing digital desde 2014, o ex-modelo viu na internet mil e uma possibilidades para transformar a maneira tradicional das empresas e conecta-las com os criadores de conteúdo digital.

    Com uma bagagem na área da moda e contatos preciosos, Hugo deixou a modelagem para trás e mirou certeiramente na sua HC Agência. Na nossa entrevista, falamos sobre moda, carreira e redes sociais.

    Rener Oliveira: Hugo, você começou sua carreira sendo modelo. Como você avalia o atual cenário para quem quer iniciar no ramo, mas não tem uma presença digital forte? As marcas ainda se conectam com esses perfis?

    Hugo Cavalari: Quando comecei como modelo, era um cenário completamente diferente. O digital estava começando e as marcas nem pensavam nisso. Com o passar do tempo, vi o cenário mudar. Os influenciadores ganharam muito peso dentro da moda. Não só a moda, mas as empresas em geral achavam que os influenciadores eram voltados apenas para um público infantil. Quando passaram a perceber que os influenciadores vendiam, a chave girou.

    Hoje em dia as marcas buscam muito por “modelo influencer”, que já tenham audiência e credibilidade na internet. Isso ajuda consequentemente a marca vender não só com imagem, mas com receita financeira relacionada a audiência.

    Mas ainda existe espaço para os modelos low profile. O ponto é que o modelo perdeu um pouco de espaço de mercado por ter surgido muitas outras possibilidades.

    RO: Você considera que tudo precisa ser conteúdo? Hoje existe espaço para posts sem propósito?

    HC: Rede social tem espaço para imagem. Mas, só por imagem, a ela não vive. A pessoa tem que ter carisma, humanizar e conversar com a audiência. Imagem vende. Mas não é só.

    Cada vez mais tem que trazer algum tipo de informação para a audiência. Toda empresa é uma marca, assim como toda pessoa física. Óbvio que o Instagram de um fotógrafo, por exemplo, funciona só com imagem. Mas o fotógrafo não está só vendendo a imagem. Ele aborda todos os processos de criação. Ele vende a imagem com a informação e impacta a audiência de várias formas.

    RO: Como e quando você decidiu mudar de profissão e como você enxerga os posicionamentos da nova geração sobre trabalho?  A internet realmente vai conseguir monetizar todo mundo? 

    HC: Eu comecei a perceber que o mercado de moda não ia se sustentar por conta da forte entrada do mercado de influência. Por volta de 2014/2015, eu já via que as marcas buscavam se conectar com os influencers. Eu mesmo já fazia alguns trabalhos de influenciador, ações de redes sociais, ainda sendo modelo. Eu vi que o “belo” estava mudando. As empresas passaram a olhar para a diversidade e haviam dois movimentos fortes que estavam tomando espaço do estilo de modelos mais antigos. A partir disso resolvi focar na agência, que era o que vinha me dando resultado. Foi a melhor escolha que eu fiz.

    RO: Falando sobre criação de conteúdo, existe uma regra, ou a singularidade de cada um vai ser a maior fonte de inspiração? 

    HC: Quando a gente fala em produção de conteúdo, existe algo que falo sempre: conteúdo é commodity. Tem de monte na internet. O ponto é como você comunica aquela notícia para a sua audiência. Ai vem autoralidade, a singularidade e você saber passar a informação do seu jeito.

    RO: Como especialista, quais as principais mudanças que você enxerga para quem ainda não está inserido digitalmente? Todos precisam estar online? 

    HC: Eu tinha uma conta com mais de 100 mil seguidores e resolvi começar uma do zero. Se eu posso passar uma mensagem para as pessoas é: comece. Não tenha medo de começar. Sou uma prova viva disso. Sendo bem sincero, independente do momento da vida da pessoa, que ela entre de cabeça e aprenda a produzir conteúdo de verdade. Se manter constância, o resultado vai chegar. Hoje não existe um modelo de negócio que não esteja na internet.

  • O luxo pode ser sustentável? Conheça 3 iniciativas da Gucci

    Quando pensamos em marcas de luxo, o que vem em primeiro lugar são peças de alto padrão, qualidade e valor monetário coerente com a execução. Mas, a Gucci está destinada a mudar o rumo dessa indústria com unhas, dentes e sustentabilidade. É ainda difícil visualizar um cenário 100% ecofriendly, mas são com pequenas ações que passamos a moldar a realidade do mercado da moda.

    Pensando nisso, no post de hoje, te mostro 3 iniciativas da Gucci para uma moda mais verde:

    1- Ontem a marca divulgou suas novas embalagens, com todo o papel e papelão vindo de fontes florestais manejadas de forma sustentável. O papel usa menos tinta e não é revestido para garantir que seja totalmente reciclável. Fora isso, as dust bags, cabides e laços também são amigas do meio ambiente. 

    2- Para manter a transparência e pensar em formas e fórmulas para uma produção ainda menos poluente, foi criada a plataforma “Gucci Equilibrium”. O espaço serve como um portfólio/vitrine para que a Gucci possa mostrar os feitos da marca, além de servir como base de pesquisa para uma indústria mais sustentável e igualitária para todos. Exemplo disso é a meta para 2025, tornando a igualdade de gênero na empresa totalmente horizontal. 

    3- Ano passado, o diretor-criativo da Gucci, Alessandro Micheli, lançou a  Circular Lines, linha que promove uma moda sustentável fomentando materiais de origem orgânica e reciclável, como o .ECONYL®, criado a partir de retalhos de nylon. Além disso, as peças da coleção não tem gênero. Ponto para a Gucci! 

    Gostou do post? Me conta nos comentários outras marcas que também pontuam uma moda mais sustentável!

  • Botegga Veneta e o MKT de Influência

    Oi, sumida! Pouco mais de um mês após o desaparecimento das redes sociais, temos uma pista sobre como a Bottega Veneta irá se comunicar digitalmente. Segundo o presidente do conglomerado de luxo Kering, François-Henri Pinault, a Bottega assumirá participação digital através de seus embaixadores, clientes e amantes da marca.

    Em relação à estratégia de comunicação digital, ela não está desaparecendo das redes sociais – está apenas usando-as de forma diferente. A Bottega decidiu, de acordo com seu posicionamento, apoiar-se muito mais em seus embaixadores e fãs, dando-lhes o material de que precisam para falar sobre a marca por meio de várias redes sociais, permitindo que eles falem pela marca em vez de fazerem por si próprios ”,afirma François.

    Diz que a estratégia não se diferencia muito da utilizada pela concorrente Balenciaga, na qual posta fotos de seguidores com os produtos da marca, sem legenda, nem nada.

    A Bottega Veneta sempre teve um posicionamento low profile, o que não nos assusta com a decisão. O Marketing de Influência, sendo assim, é uma alternativa plausível para as estratégias de venda da casa italiana.

    Nomes fashion como os das modelos Rosie Huntington-Whiteley e Hailey Bieber, são figurinhas carimbadas no impulsionamento da Bottega. A marca já faz parte do lifestyle e conversa diretamente com a estética das duas. O perfil da Rosie passa a ser uma vitrine da marca em todos os seus tons e traços.

    Vale lembrar que aqui no Brasil, por exemplo, já utilizam do mesmo artifício para fortalecer a imagem e criar conexões com o público. Tipo a atriz Marina Ruy Barbosa para o ZZ Mall, e a cantora Iza, para Olympkus.

    Dentro do grupo Kering existem outras grandes marcas como Gucci e Saint Laurent. Isso serve para deixar claro que, na moda e na vida, não existe o certo e o errado. O que funciona para mim, pode não funcionar para você. E é essa reflexão que a Bottega deixa. Você tem conversado com o seu público?